Marketing para Advogados – como estar dentro da lei

O mercado de advocacia está cada vez mais concorrido e, em razão dessa concorrência, surge, aos poucos, uma nova necessidade de se trabalhar com marketing para advogados e escritórios, havendo até mesmo um novo termo para isso: o marketing jurídico, que busca meios de conciliar a implantação de um marketing dentro das limitações impostas pelo Código de Ética.

Este é um assunto deve ser bem analisado, uma vez que, para os advogados, é importante colocar sua imagem na mídia, mostrar sua capacidade e eficiência, conseguir novos clientes e defendê-los naquilo que precisam, mas isso deve ser feito dentro das regras, seguindo o que é determinado pela OAB.

Para o Advogado, participar da mídia é uma situação muito diferente daquela participação de outros profissionais liberais, afinal, o Advogado tem como respaldo uma legislação e depende de sua atuação para mostrar sua capacidade, ficando muito limitado com relação à divulgação de seus serviços.

Contudo, dentro de todas as limitações impostas, é bastante possível usar praticamente todas as ferramentas do marketing, principalmente nos meios eletrônicos, dentro dos padrões exigidos pelo Código de Ética, fazendo adaptações, criando meios de chegar ao cliente, de forma indireta, ao mesmo tempo em que se faz um marketing jurídico de qualidade.

O que é o marketing digital

O marketing digital é um conjunto de estratégias que serve para divulgar uma marca. É diferente do marketing tradicional, porque o digital faz uso de diferentes canais on-line e de métodos que permitem sua mensuração em tempo real.

Trata-se de é uma estratégia fundamental para a divulgação de qualquer tipo de produto ou serviço atualmente.

A internet se tornou o principal veículo de comunicação entre empresas e consumidores, além de oferecer novas possibilidades com o marketing digital. O consumidor moderno pesquisa sobre todas as coisas na internet, indo desde uma simples curiosidade até a necessidade por um serviço ou uma informação sobre alguma empresa.

Profissionais, como os advogados, que são proibidos pela OAB de usarem o marketing e publicidade, encontram no marketing digital uma possibilidade de serem vistos e reconhecidos por seu público-alvo, assim como empresas de locação de impressora colorida.

Essa técnica tem diversas vertentes, por isso algumas estratégias podem ser obtidas, como o marketing de conteúdo, o WhatsApp business e o e-mail marketing, que são muito usadas por advogados e escritórios de advocacia pelo país.

Isso acontece, pelo fato de que tais estratégias do marketing digital oferecem ao público-alvo desses profissionais dados necessários e importantes sobre assuntos que são do interesse dele.

Possibilitam também uma comunicação mais fácil e direta entre consumidor e profissional, além de permitir o relacionamento mais durável, que sempre gera bons frutos para ambos.

O que é marketing jurídico?

Ao falar sobre marketing digital, é impossível não pensar nas milhares de possibilidades que ele oferece, como no caso do marketing jurídico.

Essa possibilidade existe, porque o marketing digital não é uma estratégia usada apenas para vender ou convencer, mas sim como um conceito muito mais amplo.

O marketing digital está focado em cuidar de causas, relações de engajamento, estratégias de atuação e com o pós-venda, como no caso de uma empresa de reciclagem de papelão.

Sendo assim, quando um profissional faz uso correto do marketing jurídico, ele também está em busca da sua consolidação como profissional, obtendo diversos resultados.

Tais métricas estão relacionados ao objetivo do profissional, que pode se tornar autoridade em determinado assunto, marcar presença nas redes sociais para interagir mais com consumidores, atrair um público novo e diversos outros objetivos.

O principal foco do marketing jurídico é o interesse do bom direito, sempre dentro das normas de conduta da OAB.

Mas isso só é possível se o profissional ou escritório contar com uma equipe especializada neste tipo de marketing, fazendo uso de estratégias adequadas.

Como trabalhar o marketing em acordo com o Código de Ética?

O capítulo 4º do Código de Ética e Disciplina da OAB, que trata da propaganda para advogados e escritórios de advocacia, estabelece várias normas que precisam ser seguidas à risca.

Diante disso, como fazer um marketing jurídico assertivo sem ferir as regras da OAB?

Todas as ferramentas de marketing funcionam de forma integrada e elas podem ser utilizadas de forma útil, beneficiando o Advogado e trazendo maior número de clientes.

Para o Advogado, portanto, a melhor maneira de trabalhar é conhecendo o marketing, sabendo como ele pode ser usado e aplicado, aprendendo sobre o seu conceito e construindo meios de lidar com as ferramentas dentro do que é permitido.

O que é permitido pela OAB?

Primeiro de tudo: é um equívoco achar que a OAB, ainda que regulamente as regras de divulgação, proíba o marketing jurídico.

Na realidade, a Ordem encoraja este tipo de estratégia, desde que estejam dentro dos princípios éticos que permeiam a instituição, pois todas as normas não visam cercear o direito à divulgação, mas sim garantir a integridade e a imagem do profissional de direito e tudo o que representa.

Seguindo esta linha de raciocínio, as normas deixam de ser impositivas para fazerem todo o sentido, certo?

Veja como você pode trabalhar o planejamento estratégico do marketing jurídico sem a partir do respeito ao Código de Ética da OAB:

Você pode (e deve) ter um site na internet

Sim, a OAB permite que advogados e escritórios de advocacia estejam na internet através de sites profissionais e focados em divulgar o profissional e aquilo que ele é especialista.

Na verdade, como já informamos anteriormente, estar presente na internet é altamente recomendado dentro do marketing jurídico.

Está mais do que comprovado que hoje as pessoas buscam na internet um profissional quando necessitam de algum tipo de serviço. E isso não exclui o direito!

Mesmo que recebam uma indicação de algum conhecido, buscarão por informações sobre o profissional online.

O uso de fotos é permitido, mas desde que sejam do profissional ou do local onde trabalha sua equipe e sócios. Fotografias de fóruns ou similares são vetadas.

E as redes sociais, pode?

A resposta é sim! Contudo, é preciso que o perfil seja restrito ao segmento que você atua. Uma forma de fazer isso é ter um blog para gerar conteúdo e linkar isto à sua rede social. A mais utilizada é o Facebook.

Pode-se tratar sobre mudanças da lei no segmento de atuação, dar dicas e outras orientações jurídicas.

Explicar determinada área do direito, para que e para quem serve também é uma forma de gerar conteúdo atrativo para as redes sociais. Especificações a casos que você atua não é permitido, por exemplo.

Atente: é obrigatório que todo o material publicitário de um advogado ou escritório de advocacia seja informativo.

Anúncios: mídia impressa e digital

Veicular anúncios nas mídias impressa e digital é permitido pelo Código de Ética da OAB.

No caso de impressos, é necessário incluir os nomes registrados na OAB, o número de registro da sociedade de advogados. A especialização do advogado ou seu escritório também pode ser colocada.

Na internet, as regras a serem seguidas são as mesmas. A diferença é que isso precisa ser feito em revistas online ou sites que tratem única e exclusivamente de assuntos jurídicos!

Participação de eventos públicos

A participação do advogado em eventos públicos é permitida, desde que estes sejam relacionados à prática do direito. Neste âmbito estão incluídas palestras, seminários, conferências e premiações.

Estar em um evento social também é permitido, desde que você ou seu escritório estejam ali para dar orientação jurídica ao público.

Rádio, televisão e outdoor

Comerciais publicitários em estações de rádio e televisão são terminantemente proibidos. O mesmo ocorre com outdoors.

Contudo, é permitido que o advogado participe de programas jornalísticos, tanto no rádio quanto na televisão, desde que não seja uma rotina.

Neste caso, a participação é restrita ao esclarecimento de dúvidas ou uma mudança de lei, por exemplo. Assim como em todas as outras estratégias de marketing jurídico, o foco é a informação.

Independentemente do canal escolhido, o marketing jurídico não pode configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão, conforme estabelece o Código de Ética e Disciplina da OAB.

Conclusão

Em resumo, a regular ou irregularidade da publicidade na advocacia depende da forma como essa é feita. Faça tudo isso dentro de uma estratégia, com constância e com base em dados, definindo seus objetivos e a melhor forma de captar clientes.

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